terça-feira, 22 de julho de 2014

:: Dunga assume o comando técnico da Seleção ::


As especulações sobre o nome do novo técnico da Seleção Brasileira se confirmaram e o capitão do tetracampeonato, Dunga, é mesmo o substituto de Felipão.

Em entrevista coletiva concedida na sede da Confederação Brasileira de Futebol na manhã dessa terça-feira, dia 22 de julho, o presidente da entidade, José Maria Marin, entregou o cargo na mão do ex-jogador que também já comandou a Seleção.

Em sua primeira passagem como técnico do país pentacampeão do Mundo, Dunga disputou 60 partidas e acumulou duas conquistas, a Copa América de 2007 e a Copa das Confederações de 2009. 

Entre amistosos e jogos oficiais, o retrospecto foi de 42 vitórias, 12 empates e apenas seis derrotas – um aproveitamento de 76,6%.

Na Copa do Mundo de 2010, disputada na África do Sul, a Seleção caiu nas quartas de final contra a Holanda, depois de perder de virada, pelo placar de 2 a 1, e agora, em teoria, terá início uma nova fase.

Na companhia de Dunga, estarão o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, coordenador-geral da Seleção, e Alexandre Gallo, coordenador das categorias de base. Será Gallo, aliás, o responsável pelo comando da Seleção que disputará em 2016, os Jogos Olímpicos que serão realizados no Rio de Janeiro.

Em uma de suas primeiras falas como técnico da Seleção, Dunga agradeceu o convite, mostrou-se feliz com a oportunidade de retornar, e reconheceu que precisa melhorar em alguns aspectos, dentre eles, no relacionamento com a imprensa, um dos pontos baixos de sua primeira passagem.

O Brasil já tem três compromissos agendados para o segundo semestre. Em setembro, amistosos contra Colômbia e Equador, nos dias 5 e 9, ambos nos Estados Unidos, e em outubro, um terceiro duelo, esse válido pelo Superclássico das Américas, contra a Argentina.

O embate contra os vice-campeões mundiais ocorre no dia 11 de outubro em Pequim, na China, no estádio Ninho do Pássaro.

Depois do inesquecível 08 de julho de 2014, quando a Seleção levou 7 a 1 da Alemanha, muitos clamaram pela tal renovação. Existia uma pressão para que a CBF aproveitasse o momento - o pior da história - para ousar.

As vozes entretanto, com as escolhas de Gilmar e Dunga, foram absolutamente ignoradas. É bem verdade que o trabalho pode funcionar, afinal de contas, estamos falando de futebol, um ambiente absolutamente imprevisível, mas convenhamos, coordenador-geral e técnico foram escolhidos não pelo que podem fazer, mas principalmente, por algo que sabemos, não vão fazer de forma nenhuma; incomodar a entidade máxima do futebol brasileiro.

Desse jeito, segue a vida. A CBF segue agindo como CBF e nós, simples torcedores, seguiremos como torcedores...torcendo para que o futebol brasileiro, incomparável e inquestionável, siga sendo capaz de suportar o desleixo com o qual vem sendo tratado.

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Reportagem de Talita Leite (@TalitaLeitte) - talitaleitte@gmail.com
Crédito da Imagem: Reprodução da CBF